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Guiné Equatorial: Libertados marinheiros raptados há cinco meses

Os cinco marinheiros raptados por piratas ao largo da Guiné Equatorial em maio foram libertados na terça-feira, 06 de outubro. O anúncio foi feito pelas autoridades equato-guineenses. 

“É com grande satisfação que o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da República da Guiné Equatorial informa a comunidade nacional e internacional que os cinco reféns raptados em 09 de maio de 2020 no mar territorial nacional, quando os navios mercantes Mitong e Djibloho foram simultaneamente atacados em Malabo por piratas não identificados, na sequência de intensas ações de inteligência coordenadas com a irmã República Federal da Nigéria, foram libertados em segurança hoje, 06 de outubro”pode ler-se no comunicado divulgado através da página oficial do Governo equato-guineense. 

Também de acordo com o documento, entre as vítimas estão um cidadão da Guiné Equatorial, um ucraniano e três russos. 

O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação expressou na nota “sincera gratidão” pelas ações desenvolvidas pelo Governo para a libertação dos homens. Foi destacada, “em particular, a inestimável implicação pessoal do vice-presidente da República, encarregado da Defesa Nacional e Segurança do Estado, Teodoro Nguema Obiang Mangue, para uma rápida e positiva resolução deste triste acontecimento”. 

Recorde-se que Teodoro Nguema Obiang Mangue, igualmente conhecido como Teodorin, é o filho mais velho do Presidente equato-guineense, Teodoro Obiang Nguema Mbasogoque ocupa o poder há mais de 40 anos. 

Os “mesmos agradecimentos são extensivos” à Nigéria e aos outros dois países cujos nacionais se encontravam entre os raptados (Rússia e Ucrânia), bem como aos responsáveis da empresa para a qual os homens trabalham, “pela sua valiosa colaboração”. 

No comunicado o Governo aproveitou para apelar à intensificação da cooperação internacional na luta conjunta “contra o flagelo da pirataria marítima, os seus atores materiais e os grupos que a financiam, o que ameaça a coexistência saudável dos cidadãos e a paz e segurança internacionais”.