Guiné Equatorial mantém fronteiras fechadas devido à Covid-19

A Guiné Equatorial decidiu prolongar o fecho das fronteiras até fevereiro, de maneira a conseguir controlar a propagação de casos de Covid-19. As autoridades alargaram o horário do recolher obrigatório para entre as 19:00 e as 07:00, que anteriormente era entre as 23:00 e as 06:00. 

O motivo deve-se ao facto de o número de casos de Covid-19 no país ter aumentado significativamente nas últimas semanas, refere um decreto datado de 07 de janeiro. De acordo com dados do Centro Africano para Controlo e Prevenção de Doenças (Africa CDC), organismo da União Africana, a Guiné Equatorial registava, até sábado passado, um total de 14.401 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 e 177 mortes associadas à Covid-19 desde o início da pandemia. 

“Desde o mês de outubro de 2021 conseguimos superar a terceira vaga e mantivemos a pandemia sob controlo até ao início das festividades natalícias, mas novamente a 27 de dezembro detetámos uma subida dos caos positivos, que passaram de 11 casos diários para mais de 150 até ao dia de hoje [07 de janeiro], com um total acumulado de 450 novos casos em sete dias, pelo que se constata que o país está a enfrentar a quarta vaga, na qual é importante destacar que há um aumento de crianças infetadas”, pode ler-se no documento, citado pela “Lusa”. 

“Este aumento de casos deve-se, entre outras razões, pelo incumprimento sistemático da quarentena por uma percentagem importante da população nas fronteiras terrestres e aéreas, assim como por um relaxamento generalizado das medidas de prevenção durante as festividades natalícias e na passagem do ano”, indica. 

Os voos internacionais continuam então proibidos, a não ser para voos charter e com uma autorização prévia expressa. Ainda assim, nestes voos as autoridades obrigam a que todos os passageiros façam testes PCR na altura da compra e do embarque, além do comprovativo de vacinação. 

Os viajantes que chegam ao país pelas fronteiras terrestres e domiciliárias terão de ficar, obrigatoriamente, de quarentena num hotel durante cinco dias, devendo as despesas ser pagas pelos próprios, à exceção do pessoal diplomático. 

Já os transportes público e privado de passageiros entre distritos e províncias ficam limitados a 50%, exigindo-se apenas o certificado de vacinação. Para quem viaja entre as cidades de Bata, na parte continental do país, e Malabo (na ilha de Bioko), é também necessária a apresentação de um certificado de teste com o máximo de 48 horas. 

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