Um navio de transporte de gás natural liquefeito (GNL) foi abordado neste fim de semana ao largo da Guiné Equatorial. A informação é partilhada pelo portal “Dryad Global”, especializado em monitorização marítima.
Essa abordagem à embarcação ‘Methane Princess‘ terá ocorrido na manhã de sábado, 17 de outubro, junto do terminal Punta Europa, no território equato-guineense, na altura em que o navio saía do local.
Também de acordo com a mesma fonte, não foram disparados tiros e dois cidadãos filipinos foram raptados. Um deles conseguiu escapar, ficando com ferimentos ligeiros ao abandonar a embarcação pirata. No entanto, outro portal de monitorização marítima, o “FleetMon”, cita fontes locais e indica que não houve qualquer rapto.
A Marinha da Guiné Equatorial terá chegado ao local entre 35 e 40 minutos após o alerta, segundo o “Dryad Global”. Depois dos inquéritos realizados pela Marinha e por pessoal da administração equato-guineense, concluiu-se que o navio partiu dentro do tempo previsto.
No relatório trimestral do Gabinete Marítimo Internacional (IMB), emitido a 14 de outubro, pode ler-se que houve “um aumento da pirataria e de roubos armados” durante os primeiros nove meses de 2020. Só o Golfo da Guiné apresentou um aumento de 40% face ao mesmo período de 2019.
“Piratas armados com armas de fogo e facas têm sequestrado grupos maiores de marinheiros e a distâncias mais longínquas da costa da África Ocidental”, partilhou o IIMB, agência da Câmara de Comércio Internacional (CCI).