Guiné Equatorial

Guiné Equatorial: País pode aprofundar relações com Golfo Pérsico para combater fraca produção de petróleo

Petroleiro

A Economist Intelligence Unit (EIU) afirmou que a redução na produção de petróleo vai fazer com que a Guiné Equatorial aprofunde as relações com a Arábia Saudita e outros países do Golfo, para além dos vizinhos regionais.

“Esperamos que as relações comerciais com a Arábia Saudita e outros estados do Golfo sejam aprofundadas, mas o difícil ambiente operacional na Guiné Equatorial vai impedir um aumento significativo nos fluxos de investimento ou de crédito externos”, escrevem os peritos da unidade de análise da revista britânica “The Economist”.

Após o estudo feito à economia equatoguineense, os especialistas disseram ainda que “a China vai continuar a ser um aliado importante”, tendo sublinhado, no entanto, que “o facto de haver menos oportunidades no setor dos hidrocarbonetos significa que as ligações económicas vão diminuir” até meados desta década.

“Num contexto de pressões económicas intensas e descontentamento político, o regime vai procurar fortalecer as suas relações internacionais”, a começar pelos países vizinhos regionais da Comunidade Económica e Monetária da África Central (CEMAC), que separadamente procuram obter apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) para relançar as economias.

“No entanto, reconstruir as relações com as instituições ocidentais vai ser um processo lento e a maioria dos governos europeus vai tentar manter distância” com a França, país com quem a relação vai ser “particularmente tensa” por causa do processo judicial contra ‘Teodorin’ Obiang, um dos filhos do Presidente Teodoro Obiang Nguema, e também com os Estados Unidos da América, onde existe um relacionamento “distante” devido à redução da procura de petróleo equatoguineense pelo aumento da produção de petróleo e gás de xisto.

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