Guiné Equatorial

Guiné Equatorial: Petrolífera descobre novo poço de petróleo ao largo do país

(c) John R Perry, Pixabay

O ministro das Minas e dos Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial, Gabriel Mbaga Obiang Lima, informou que a petrolífera norte-americana Noble Energy descobriu um novo poço de petróleo ao largo do país.

“Estamos felizes em anunciar esta descoberta, que não poderia ter vindo em momento mais oportuno”, declarou, citado por um comunicado enviado à imprensa. “Temo-nos dedicado ao desenvolvimento dos nossos recursos para construir uma economia melhor e criar oportunidades para as nossas pessoas, e parece que estamos a ganhar dinâmicas”, pode ainda ler-se no documento.

O referido poço, o Aseng 6P, integra o Bloco I e encontra-se a uma profundidade de 4.417 metros. A petrolífera quer começar a extrair petróleo em outubro.

“Sempre acreditámos que o nosso país era sub-explorado. Quando as companhias fazem perfurações ao largo da Guiné Equatorial, a probabilidade de descoberta é real”, acrescentou o governante, mencionando que a Noble Energy é uma parceira de longo prazo do país.

O campo petrolífero de Aseng é composto por cinco poços subaquáticos ligados a uma embarcação FPSO (Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Descarga), sendo a Noble Energy detentora de 40% e principal operadora. Entre outros parceiros encontram-se a Atlas Petroleum (29%), a Glencore Exploration (25%) e a Gunvor (6%).

Este ano, a Guiné Equatorial iniciou esforços para se tornar na principal plataforma de gás natural em África. Recorde-se que foi na quarta-feira passada, 21 de agosto, que Gabriel Mbaga Obiang Lima inaugurou a primeira central de armazenamento e regaseificação de gás natural liquefeito em Cogo, na fronteira com o Gabão, tendo sublinhado a importância dos pequenos projetos.

Em abril deste ano, o país assinou um conjunto de acordos com petrolíferas como a Atlas Oranto Petroleum, Noble Energy, Marathon Oil, Glencore e Guvnoro, para tornar mais rentável a produção dos poços petrolíferos em declínio, investindo 350 milhões de dólares (315 mil milhões de euros) para unir a produção de pequenos poços na Guiné Equatorial e no Golfo da Guiné, de forma a compensar a descida de produção no poço Alba.

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