Guiné Equatorial

Guiné Equatorial: Polícia impede homenagem organizada por opositores

bandeira da Guiné Equatorial

A polícia equato-guineense ocupou a Praça da Mulher, no centro da capital, nesta quarta-feira, 07 de abril. Era neste local que um grupo de jovens opositores iria realizar uma homenagem às vítimas das explosões num quartel na cidade de Bata, ocorridas no passado mês de março. 

O objetivo desse grupo, intitulado Somos+, era também o de criticar a ação do Governo. Os jovens tinham solicitado a realização dhomenagem na semana passada, mas receberam uma resposta negativa por parte das autoridades. 

Assim, a zona encheu-se nesta quarta-feira da presença de um forte dispositivo policial, segundo um dos organizadores da homenagem. O evento iria incluir um concerto de ‘hip-hop’, um minuto de silêncio pelas vítimas e a atuação dos músicos Fausto Dougan, Alex Ikott e Nelida Karr. 

No pedido, os organizadores comprometeram-se a usar máscaras, devido à pandemia da Covid-19, e esclareceram que o “objetivo desta homenagem era prestar condolências aos irmãos de Bata”, a maior cidade da Guiné Equatorial. 

A câmara de Malabo recusou a realização do evento, tendo justificado que o pedido não cumpria os requisitos formais, o que significa uma associação legal e a identificação dos organizadores. 

Em resposta, os promotores apresentaram um recurso onde invocaram a Lei de Liberdade de Reunião e Manifestação, de 06 de janeiro de 2020, realçando que se tratava de um evento de homenagem e não um comício político, não sendo assim necessário ter uma associação formalizada ou o nome de todos os subscritores, bastando apenas a assinatura de um deles, o que dizem ter sido feito.

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