Guiné Equatorial precisa de mais financiamento

A consultora Economist Intelligence Unit (EIU) concluiu que a Guiné Equatorial vai precisar de mais ajuda financeira além do programa do Fundo Monetário Internacional (FMI). Isto porque prevê uma queda de 5,5% no Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2021.
“Antevemos que a Guiné Equatorial vá pedir mais assistência além do seu atual pacote de financiamento, e cumprir as condições prévias de financiamento dos credores será uma das principais prioridades políticas, com o Governo a tentar encontrar maneiras de gerir o forte choque nas receitas causado pela pandemia”, escreveram os peritos da unidade de análise económica da revista britânica “The Economist”.
Numa nota sobre a economia da Guiné Equatorial, que foi enviada aos clientes, os analistas afirmaram que o país vai enfrentar uma recessão de 12,7% do PIB este ano e que no próximo a economia irá voltar a quebrar. Esta conclusão é contrária à do FMI, que estimou uma recuperação financeira em 2021.
“Apesar do contexto externo desafiante, não antevemos uma crise de pagamentos”, disseram ainda os analistas. Tal foi argumentado com o pedido de aumento da ajuda financeira, que preveem que será feito aos credores multilaterais.
Entretanto, a Guiné Equatorial deverá continuar a cumprir as condições impostas no programa de financiamento de 282,8 milhões de dólares, cerca de 240 milhões de euros, assinado em dezembro do ano passado. Tal reflete “o aumento da necessidade do regime de obter empréstimos concessionais de emergência para gerir o défice da balança corrente e a sua crescente dívida pública externa”.
Além da recessão de 12,7%, que agrava a quebra já registada nos últimos anos, os especialistas disseram também que a pandemia da Covid-19 “atrasou os planos do Governo para atrair mais investimento externo em 2020, através do programa Ano do Investimento”, o que adia os benefícios e a recuperação da economia.





