Guiné Equatorial

Guiné Equatorial: Presidente diz que o país necessita de apoio do FMI para superar crise

Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang

O Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, declarou que o país precisa de recursos financeiros e apoios do Fundo Monetário Internacional (FMI) para enfrentar a crise económica, que se tem agravado devido à queda dos preços do petróleo.

O Chefe de Estado afirmou, em entrevista, que o Governo equato-guineense tem “representantes do Fundo” que lhe assiste, mas que ainda não conseguiram chegar a um acordo. No entanto, assegurou que este “chegará no momento certo”, tendo apenas sublinhado que tal irá depender do Fundo e não das autoridades do país.

Estas negociações recaem sobre questões relacionadas com a governação e a transparência das contas públicas, tendo Obiang admitido que existe dificuldade em encontrar uma base de entendimento nas referidas matérias. No entanto, o governante espera que, no futuro, o país possa garantir a diversificação da economia, que se encontra totalmente dependente do petróleo e do preço do crude nos mercados internacionais.

Recorde-se que a economia da Guiné Equatorial está em recessão desde 2015, ano em que teve um crescimento negativo de 9,1%, registando também contrações económicas de 8,8% e 4,7% nos dois anos seguintes, prevendo-se uma nova recessão de cerca de 3% neste e no ano passado.

Foi em junho que o Banco Africano de Desenvolvimento, que realizou os Encontros Anuais em Malabo, anunciou um apoio, até 2023, de 433 milhões de dólares (cerca de 385 milhões de euros) aos setores agrícola, pesqueiro e aeroportuário do país, além de reforçar a gestão das finanças públicas.

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