Guiné Equatorial

Guiné Equatorial sofre queda de 11,3% na economia

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) reviu nesta quinta-feira, 09 de julho, a previsão que tinha feito sobre uma forte quebra na economia equato-guineense. Desta vez, ao verificar novamente os números, agravou-a para 11,3% este ano, devido à pandemia da Covid-19.

“De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a Covid-19 representa um elevado risco para a Guiné Equatorial devido à fraca capacidade do seu sistema de saúde, falta de equipamento essencial para combater a pandemia, pouca higiene e condições de vida, sobrepopulação nas maiores cidades e altas taxas de morbilidade, que podem levar a um agravamento da severidade da doença”, pode ler-se no relatório anual do BAD sobre as economias africanas, intitulado “Perspetivas Económicas Regionais”.

Os economistas do BAD acentuam nesse documento a previsão de recessão, passando a mesma de 3,7%, previstos em janeiro, para 9,2% até julho. A percentagem sobe para 11,3% no cenário em que a pandemia dura até ao final de 2020.

“A queda dos preços do petróleo no princípio de 2020, causada por uma contração na procura global e por um excesso de oferta, combinada com declínio geral da atividade económica devido ao confinamento, deverão ter um forte impacto negativo na economia do país e acentuar a recessão de 2020 e 2021”, refere ainda.

Para 2021 os economistas do BAD estimam uma nova queda do Produto Interno Bruto (PIB), que irá entre 5 a 6,4%.

A Guiné Equatorial, que pertence à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), mantém há vários dias 3.071 casos positivos do novo coronavírus. Registam-se também 842 recuperados e 51 óbitos, de acordo com os dados mais recentes.

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