Guiné Equatorial

Guiné Equatorial: Subdiretor de Inteligência do PDGE detém empresário de forma arbitrária

Ocorreu uma nova detenção polémica na Guiné Equatorial, de acordo com o “Diario Rombe”. O subdiretor da Inteligência do PDGE, Gabriel Nsi Ngomo, terá, alegadamente, raptado um empresário, Cristobal Obinna, para detê-lo. 

A detenção, que foi feita em Malabo, capital equato-guineense, tornou-se notícia por ser considerada injusta. O membro do partido do regime terá ordenado a prisão sem ter na sua posse qualquer ordem judicial, usando como argumento o facto de o visado não ter pago o aluguer de um carro desde dezembro do ano passado, veículo usado pela empresa onde trabalha. 

No entanto, a imprensa avança que este argumento é falso, uma vez que já teria sido paga mais de metade da dívida e que o restante iria ser entregue no próximo mês. Entretanto, a família do detido veio exigir a sua libertação imediata. 

As questões relacionadas com o pagamento da quantia devida por Obinna estariam a ser resolvidas numa esquadra, onde, em nenhum momento, a prisão do empresário terá sido contemplada, uma vez que este se mostrou disposto a colaborar. A atitude do membro do PDGE está a ser definida como tirana, uma vez que Ngomo o afastou da justiça, capturando-o e levando-o para a Polícia de Candysendo esta a antiga Polícia Central. 

De acordo com fontes, a causa apontada para a decisão do político deve-se à inveja que tinha das conversas entre as suas empregadas e o empresário. O membro do regime já tinha ameaçado anteriormente o detido com uma arma de fogo. 

Este episódio junta-se a outros que têm sido divulgados, onde detenções arbitrárias ordenadas por políticos no poder têm sido frequentes. Segundo a mesma publicação equato-guineense, existem actos de violência no registo criminal de Gabriel Nsi Ngomo e, como tal, Cristobal Obinna está neste momento em perigo de morte como resultado de uma vingança pessoal. 

O visado já terá entrado em contacto com o advogado para que a situação seja levada aos tribunais, uma vez que ameaçaram submetê-lo a torturas cruéis. 

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