Guiné Equatorial vai contribuir nas despesas de JES em Barcelona

O chefe de Estado da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, informou as autoridades angolanas que vai passar a contribuir nas despesas do ex-Presidente José Eduardo dos Santos sempre que o visado se deslocar a Barcelona, cidade espanhola, para realizar o seu tratamento médico. 

Fontes diplomáticas partilharam que Nguema Mbasogo mostrou-se comovido com a situação do amigo angolano depois de ter recebido um “informe” do Presidente da Guiné-Bissau, Úmaro Sissoco Embaló, que visitou José Eduardo dos Santos em outubro de 2020, em Barcelona. Nessa altura, Embaló terá reportado sobre as condições a que o antigo governante se encontrava sujeito. 

 As despesas de José Eduardo dos Santos em Espanha eram inicialmente garantidas pela filha Isabel dos Santos, ou pelo general Leopoldino Fragoso do Nascimento, já que o ex-chefe de Estado tinha declinado apoio do Estado angolano. 

No entanto, com o congelamento das contas bancárias da empresária Isabel dos Santos e de Leopoldino Fragoso do Nascimento, por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola, José Eduardo dos Santos acabou por reconsiderar a sua posição. Nessa altura, aceitou que as suas despesas fossem equacionadas no âmbito das regalias vigentes na Lei sobre o Estatuto dos Antigos Presidentes da República de Angola. 

Sob a dependência da Presidência da República, o político começou a ter algumas dificuldades. Ter-lhe-á sido reduzido para metade,o seu pessoal de apoio, como guardas, e durante algum tempo o seu “staff” mais próximo (mordomo e homens de campo) sofreram atraso nos seus ordenados. O senhorio da residência no Bairro Pedralbes, em Barcelona, que o acolhe desde abril de 2019, terá começado a reclamar os atrasos nas rendas. 

Agora, o Presidente equato-guineense decidiu ir em auxílio do amigo, para que não passe “dificuldades” em Barcelona. Luanda foi então notificada de que o seu país vai comparticipar com os custos das despesas de José Eduardo dos Santos em Espanha, tendo sido para isso liberados três milhões de euros para o apoio da estadia do antigo Presidente angolano, que se encontra em Angola desde o dia 14 de setembro.

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