Guiné Equatorial

Guiné Equatorial: Vice-ministro da Saúde critica setor na administração da Covid-19

Salomón Nguema Owono

Na Guiné Equatorial existe uma comunidade na aplicação WhatsApp que participa num debate aberto 24 horas, onde são falados temas como o da Covid-19. Só quem tem um convite pode entrar no grupo.

Dessa comunidade fazem parte personalidades da vida política, económica, social e cultural mais importantes do regime de Malabo, que questionam a administração do Comité Político e Técnico de Resposta e Vigilância de Coronavírus, considerada péssima, sendo a mesma presidida pelo vice-presidente equato-guineense, Teodoro Nguema Obiang Mangue.

O fórum está agora a dar que falar pelo facto de o vice-ministro da Saúde e Bem-Estar Social, Mitoha Ondo Ayekaba, ter alegadamente participado no mesmo e falado sobre o novo coronavírus e o sistema de saúde do país.

Apesar de essas conversas no WhatsApp serem posteriormente excluídas pelos administradores relacionados com Teodoro Nguema Obiang Mangue, filho do Presidente da República, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, foi tirado e divulgado um “print” a uma suposta conversa entre o vice-ministro da Saúde e uma pessoa identificada no grupo como sendo Juve BBN2.

Nessa conversa, o governante criticou a péssima administração do regime de Malabo para lidar com a Covid-19, tendo reconhecido a existência de muitas limitações na gestão da pandemia iniciada em Wuhan, na China.

Ondo Ayekaba levantou uma questão no fórum: “Não há nada que o Ministério possa fazer com a situação de ‘caos’ nos hospitais nacionais? As pessoas estão a morrer em emergências hospitalares, negligenciadas pelos profissionais de saúde, porque aqueles têm medo de contrair coronavírus. Não há nada que o Ministério da Saúde possa fazer a respeito?”.

O ministro disse ainda que há meias verdades em toda a história da Covid-19, reconhecendo a falta de transparência, a falta de assistência médica para os infetados e a falta de experiência académica dos profissionais da Guiné Equatorial na área, além da falta de profissionais de saúde.

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