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Setor privado de STP estreita relações com estruturas empresariais da CPLP

Em junho próximo, São Tomé e Príncipe terá um laboratório para a certificação de produtos. O anúncio foi feito pelo presidente da União de Exportadores da Confederação Empresarial da CPLP.

Mário Costa fez uma breve visita a São Tomé, proveniente da Guiné Equatorial, para acertos relacionados com protocolos já assinados.

O Instituto de Certificação da Confederação Empresarial da CPLP irá colocar todo o equipamento necessário, a título gratuito, para que o laboratório seja uma realidade.

«A certificação do produto é extremamente crucial para que as coisas acon-teçam de forma mais célere», explicou Costa.

«Nós podemos captar investimentos para São Tomé e Príncipe. Mas sem certificarmos os produtos que saem daqui não podemos vendê-los no mercado. Por exemplo, para a Guiné Equatorial temos neste momento duas empresas com grande capacidade financeira que garantiram a totalidade do produto produzido lá – cinco produtos que consideramos prioritários e temos acordos assinados neste sentido – absorvem tudo o que é lá produzido, desde que tenha a certificação», acrescentou.

Por outro lado, está programada para setembro a realização de um Fórum Económico no país, que coincidirá com a tomada de posse do novo Secretário Executivo da CPLP, que será um santomense.

Os objetivos são incentivar e promover negócios e aproximar empresários de todo o espaço da CPLP.

«Será um evento muito nobre à semelhança de outros que já fizemos em outros países, o último foi em Díli, em que queremos captar para cá bastantes empresas, bastantes investidores, bastantes parcerias, numa lógica de todos ganharmos e São Tomé e Príncipe ser visto como um país de oportunidades, onde se pode também captar investimentos. Estes fóruns têm o sentido de aproximarmos os países e as empresas em parcerias para que haja crescimento de todos em conjunto, sob uma única bandeira, a da CPLP. Este é o nosso grande objetivo», declarou o presidente da União de Exportadores da Confederação Empresarial da CPLP.

Se por um lado, os brasileiros e portugueses têm alguma tecnologia, algum know-how e alguma capacidade de financiamento; por outro, os africanos e Timor – Leste são economias virgens com um potencial de crescimento muito grande e pode ser uma oportunidade para os empresários portugueses e brasileiros entrarem, aproveitando o interesse que existe em diversificar a economia. A dependência de um único produto está a afetar gravemente as economias de vários países da comunidade.

«Neste momento, há uma grande aposta na agricultura, no turismo, no comércio, na indústria e um dos nossos focos é aproximar essas empresas de diferentes patamares, mas numa lógica de ambas as partes ganharem. Por exemplo, uma empresa portuguesa ou brasileira entrar aqui na perspetiva de parceria, de se juntar a um santomense, criar uma empresa de bandeira santomense e depois não só usar o mercado interno de São Tomé, mas também toda a vizinhança e a comunidade em que está envolvida São Tomé e Príncipe. A CPLP são nove países, mas de facto a abrangência corresponde a oitenta e seis, porque pertencem a diferentes zonas de comércio livre em diferentes continentes», analisou Mário Costa.

«Empresas com bandeira da CPLP em que todos têm a ganhar, essencialmente vão dar formação. Não podemos ver São Tomé e Príncipe como um país em si, porque é um mercado pequeno. Mas a maior parte dos empresários da CPLP não têm conhecimento das taxas fiscais que aqui se aplicam, o mercado que existe aqui a volta e que é fácil circular, ou seja, pôr São Tomé como uma plataforma giratória para outros países que estão aqui na região. Podemos trazer para aqui investidores que queiram estabelecer-se e dar formação às pessoas e vender o produto para fora», precisou.

A propósito de formação, a Confederação da União de Exportadores criou recentemente um Instituto de Formação da Confederação Empresarial da CPLP, que também irá implementar aqui com a Câmara do Comércio e os delegados, uma incubadora de empresas à semelhança do que já foi feito na Guiné Equatorial e em Timor-Leste com base em acordos assinados com os governos desses países.

No âmbito da dinâmica em curso, o núcleo da União de Exportadores em São Tomé e Príncipe foi reestruturado e é dirigido por Felisberto Castilho, atual presidente da Associação de Bancos de São Tomé e Príncipe.

O objetivo é “promover São Tomé e Príncipe. Promover as empresas e os empresários, a exportação do país, estabelece o intercâmbio com todos os países da CPLP, de modo que os nossos empresários tenham oportunidade de explorar outros mercados e internacionalizar as suas empresas”, declarou Castilho após a audiência com o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, com a participação de membros do núcleo e do presidente da Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços.

«Queremos passar dos protocolos para a parte prática e é isso que os países precisam», sublinhou Mário Costa, presidente da União de Exportadores, um órgão ligado à Confederação Empresarial da CPLP.

A CPLP está a completar 20 anos e no quadro da estratégia delineada, para o futuro, no último conselho de ministros, deverá ser introduzido o quarto pilar na próxima cimeira da CPLP no Brasil, que é o do setor privado para dinamizar a economia.

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