Cultura | Lusofonia

“Minas e Ruínas”: Exposição individual de Cristiano Mangovo no Edifício Central da Câmara Municipal de Lisboa

O artista plástico angolano, Cristiano Mangovo, natural de Cabinda, vive e trabalha entre Lisboa e Luanda, mas cresceu e estudou na República Democrática do Congo, onde se licenciou em Pintura na Faculdade de Belas Artes de Kinshasa, é o convidado eleito para a programação cultural do Mês de África no centro de documentação do edifício central da Câmara Municipal de Lisboa com a exposição “Minas e Ruínas.”

A mostra estará patente de 7 a 20 de Maio de 2019 e reúne um conjunto de trabalhos inéditos de pintura produzido sem torno dos Direitos Humanos.

Apesar de ter passado longos períodos longe de Angola, o seu trabalho inspirou-se no quotidiano da vida urbana e turbulenta da sociedade angolana, destacando os mais vulneráveis como sujeitos principais das suas obras, pretendendo alertar a população para a necessidade de construir uma sociedade mais justa e equilibrada. A frase angolana “Winkeba e Nkeba bu Nkaka” (“Proteja-se e proteja os outros também”) tem servido como mote principal para os seus trabalhos.

Nos últimos anos, o seu trabalho artístico tem sido dominado por um estilo expressionista onde saltam à vista imagens distorcidas e rostos deformados com várias bocas e múltiplos olhos, figuras que perderam por completo a sua forma real e se apresentam de várias formas, causando forte impacto na audiência.

Nesta mostra é dado relevo à precária situação dos trabalhadores da industria de mineração de diamantes, ouro e cobalto em África, que se replica em diferentes pontos do continente. Através de um núcleo de 12 telas de cores vibrantes e apelativas, Cristiano Mangovo dá vida a uma realidade violenta e injusta.

Através de um exercício artístico de inspiração real, o artista cria assim um itinerário pelas minas de Angola, Gabão, Nigéria, República Democrática do Congo (RDC), onde também destaca a problemática do trabalho infantil.

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