Moçambique: O Advogado Alexandre Chivale requereu para não ser ouvido como declarante em Tribunal

A 6ª Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, deu a conhecer, na passada quarta-feira, 17 de novembro, que o advogado Alexandre Chivale, que defendia os co-réus António Carlos do Rosário, Inês Moiane e Elias Moiane, requereu para não ser ouvido como declarante nos presentes autos.

Sem se referir aos argumentos por detrás do pedido, o juiz Efigênio Baptista prometeu remeter o respetivo requerimento ao Ministério Público para este dar o seu parecer. O mesmo poderá o fazer, em relação à Ordem dos Advogados de Moçambique, assistente no processo, para depois ser tomada uma decisão.

A audição de Chivale está agendada para o dia 23 de dezembro próximo, na condição de declarante, no mesmo dia em que será ouvido o Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane.

Alexandre Chivale viu-se impedido de continuar a defender os seus constituintes no julgamento em curso, por incompatibilidades e conflitos de interesse e acabou por ser constituído declarante nos presentes autos. Deste modo, os três constituintes acabaram por escolher o advogado do réu Armando Ndambi Guebuza, Isalcio Mahanjane, para os defender.

Chivale está a ser investigado pelo Ministério Público, num processo autónomo, por suspeita de branqueamento de capitais nas empresas Txopela Investimentos e Dandula, onde é administrador e sócio maioritário, respetivamente.

As investigações surgiram, após se saber que as mesmas foram usadas para receber dinheiro da Privinvest, em benefício de particulares. O advogado é também suspeito de obstruir a continuidade das diligências em curso, por parte do Ministério Público. Nesta senda, Chivale é apontado de, sistematicamente, viajar ao Líbano, ao encontro de Jean Boustani e outros sócios da Privinvest, facto que, segundo o MP, está a inviabilizar o curso normal das investigações.

O MP acusa a Txopela Investimentos, de ter recebido, dissimulado e feito branqueamento de dinheiro pago pelo grupo Privinvest, para comprar imóveis a favor do réu António Carlos do Rosário.

Aponta ainda Chivale, de deter 75% do capital como sócio da empresa Dandula, que gere os ativos imobiliários adquiridos pela Txopela Investimentos, com os fundos resultantes do calote, ora em julgamento.

Aurelio Sambo

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