Médio Oriente | Moçambique

Embaixada da Arábia Saudita acusada de “escravizar” trabalhadores moçambicanos

Alguns funcionários moçambicanos da Embaixada do Reino da Arábia Saudita, localizada em Maputo, têm denunciado irregularidades que dizem existir no seu local de trabalho. De acordo com os próprios, desde a chegada do Embaixador Abdulmalek Alyosfi, em 2018, que têm sido submetidos a uma alegada situação de escravatura.

Ainda segundo o grupo que se queixou, a Embaixada em questão não respeita as medidas de prevenção no combate à Covid-19, por exemplo, impondo aos moçambicanos a obrigatoriedade de usar máscaras mas deixando os trabalhadores estrangeiros sem essa obrigação. As fontes dizem que Alyosfi defende que os moçambicanos podem transmitir vírus aos colegas, uma vez que se deslocam de transportes públicos para o local de trabalho.

Os denunciantes referiram também que não lhes é dado tempo de descanso e que trabalham todos os fins de semana, além de não terem plano de saúde, encontrando-se este direito reservado apenas, alegadamente, aos funcionários estrangeiros.

O Embaixador da Arábia Saudita, acrescentaram, não reconhece também o Atestado Médico moçambicano, declarando que o mesmo é “falso” e que ninguém pode faltar ao serviço por motivos de doença.

Como tal, o grupo considera Alyosfi racista, já que trata melhor os funcionários sauditas, que têm direito a 30 dias de férias. Quanto aos moçambicanos, podem usufruir apenas de 15 dias, além de nunca terem tido um aumento salarial desde a chegada do referido diplomata e de estarem proibidos de trazer marmitas para as instalações da Embaixada.

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