Economia | Moçambique

FMI aumenta potencial de exportação de GNL de Moçambique para 89 mtpa

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu as suas estimativas da capacidade de Gás Natural Liquefeito (GNL) para Moçambique, no futuro, em cerca de 20 milhões de toneladas por ano (mtpa) para 89 mtpa, um total que tornaria o país o terceiro maior produtor de GNL do mundo em 2028, atrás da Austrália e dos Estados Unidos da América.

No mais recente relatório, publicado em janeiro, o FMI atualizou os seus pressupostos, “de acordo com informações dos empreendedores privados”.

O FMI espera que sejam construídos 13 comboios de GNL em terra e que sejam construídas 4 plataformas flutuantes de comboios de GNL, ao contrários dos 4 ramais em terra previstos.

No entanto, há um risco da construção dos primeiros ramais de GNL poderem ser atrasados se os preços do gás permanecerem baixos e as negociações em curso entre os operadores e o governo não estiverem concluídas antes do final de 2016.

Assumindo uma decisão final de investimento (FID), em meados de 2016, o relatório prevê que o primeiro ramal em terra e o primeiro ramal em plataforma flutuante comece a produção em 2021, com o último ramal a produzir em 2028.

O investimento total a partir de 2016 será de 101 mil milhões de euros, mas a contribuição do setor para o PIB será pequena durante o período de construção devido ao elevado nível de importações.

As receitas fiscais do projeto só serão significativas na década de 2020 e o saldo da balança corrente irá transformar-se em excedente apenas em 2025, devido à recuperação de custos de investimento.

Quando a produção anual de GNL atingir 89 milhões de toneladas em 2028, irá constituir mais de 50% do PIB nominal, segundo o relatório.

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo