Economia | Moçambique

Funcionário do FMI é o novo governador do Banco de Moçambique

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, nomeou Rogério Zandamela para o cargo de governador do Banco de Moçambique, em substituição de Ernesto Gove, que terminou o mandato após dez anos no cargo, refere um comunicado da Presidência da República.

A nota de imprensa indica que Rogério Lucas Zandamela é funcionário do Fundo Monetário Internacional (FMI), desde 1988, tendo exercido sucessivamente as funções de representante-residente da instituição no Brasil e de chefe de Missão do FMI para Arménia, Costa Rica, Gâmbia, Guatemala, Libéria, Malásia, Nicarágua, Peru, Trinidade e Tobago e Zimbabué, no Departamento de Mercados Monetários e de Capital.

Gove deixa o cargo de governador do Banco de Moçambique numa altura em que a sua atuação era alvo de contestação por ter afirmado que desconhecia a existência de dívidas ocultas de mais de mil milhões de euros divulgadas em abril e contraídas entre 2013 e 2014 pelo anterior Governo.

A revelação das chamadas dívidas escondidas levou o FMI e os doadores a cortarem o seu apoio financeiro ao país, condicionando agora o reatamento da cooperação financeira à realização de uma auditoria forense internacional.

A incapacidade do Banco de Moçambique de conter a acentuada derrapagem do Metical nos últimos meses e a inflação galopante também ensombram a saída de Ernesto Gove do cargo.

Com a dívida externa a subir na direção dos 100% do PIB , o governo foi obrigado a rever o seu orçamento para 2016, que agora mostra um défice equivalente a 11,3% do PIB, enquanto o banco central subiu as taxas de juro em 300 pontos base em Julho para tentar sustentar a moeda e conter a inflação .

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