Grupo armado volta a matar 5 civis, destruindo 120 habitações, na futura zona industrial de exportação de gás

O grupo armado, denominado localmente por “Al-Shabab”, que tem vindo a matar civis no norte de Moçambique, na província de Cabo Delgado, voltou a atacar na aldeia de Maganja, distrito de Palma.  

Na noite da passada sexta-feira, por volta das 23 horas locais, um grupo de elementos não identificados matou à catanada e com armas de fogo 5 civis em Maganja, tendo furtado bens alimentares e gado.  

Refira-se que a aldeia de Maganja está abrangida pelo processo de reassentamento que a Anadarko, multinacional norte-americana da área dos hidrocarbonetos, assinou com o executivo moçambicano de forma a providenciar a deslocação e reassentamento de cerca de cinco mil pessoas residentes na península de Afungi, distrito de Palma, província de Cabo Delgado. 

A aldeia de Maganja faz parte das aldeias directamente afectadas pelo projecto da Anadarko na península de Afungi, assim como Quitupo, Senga, Palma-sede e Mondlane. 

A Anadarko pretende levar a cabo o desenvolvimento de um parque industrial para o processamento de gás natural liquefeito, um investimento no valor de 20 mil milhões de dólares.  

Em fevereiro passado, o executivo moçambicano aprovou o plano de desenvolvimento do consórcio coordenado pela Anadarko que visa transformar a península de Afungi numa zona industrial de exportação de gás natural. 

Ana Comoana, porta-voz do Conselho de Ministros, declarou à data que: “O objetivo é permitir o desenvolvimento da atividade de liquefação de gás natural, de forma a viabilizar economicamente a exploração da Área 1 da Bacia de Rovuma”.  

Este consórcio liderado pela Anadarko (26,5%), inclui também a empresa japonesa Mitsui (20%), a indiana ONGC (16%), a empresda petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), bem a Oil India Limited (4%), a Bharat Petro Resources (10%), e tailandesa PTTEP (8,5%). 

 

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