Moçambique

Índia garante que continuará a importar guandu de Moçambique

O Ministério da Indústria e Comércio veio esclarecer, esta quarta-feira, todo o processo em volta da comercialização do guandu, o designado “feijão bóer”. João Macaringue, diretor-geral do Instituto Nacional de Cereais (ICM), garantiu que a produção desse feijão será absorvida pelo mercado e que a Índia vai continuar a comprar esta leguminosa, depois de alguns comerciantes manifestarem a sua preocupação, avança o jornal O País. Espera-se que a campanha agrária 2016/2017 possa produzir cerca de 200 a 300 mil toneladas de “feijão boer”, sendo que a cota para 2017 é de 125 mil toneladas, havendo ainda um remanescente de 78 mil toneladas que deverá será absorvido pelo mercado indiano.

A preocupação começou a surgir quando o país anunciou a superprodução deste produto na Índia e, na passada terça-feira, a União Nacional de Camponeses, reclamou pela falta de compradores do guandu na atual campanha agrícola e manifestou o receio de que o feijão se deteriorasse nos seus celeiros devido à falta de aceitação no mercado.

A produção de feijões guandu na Índia aumentou e foi restringida a importação, contudo a medida não se vai aplicar a Moçambique devido ao acordo de entendimento existente entre os dois países. Moçambique é atualmente o único país autorizado a exportar “feijão boer” para a Índia. O embaixador da Índia, Gaurav Shresth, garantiu que o seu país está interessado em manter a parceria com Moçambique e que a cota de feijão exportado irá aumentar em 2018. Dentro de 20 dias dez contentores com feijão vão ser exportados para a Índia, sublinha o jornal.

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