Crise | Moçambique

Membros da Renamo mortos a tiro no norte de Moçambique

Dois membros do maior partido da oposição em Moçambique, a Renamo, foram assassinados por desconhecidos no distrito de Ribáuè, província de Nampula. São já quatro vítimas da mesma formação política assassinados em menos de um mês, o que sugere tratar-se de uma razia política contra a oposição.

Uma das vítimas é Flor Armando, delegado político distrital em Ribáuè e membro da Assembleia Provincial de Nampula. A outra vítima chamava-se Zeca António Lavieque, de 25 anos, confirmou António Muchanga, porta-voz do partido.

Clever Tachiua, médico-chefe de Ribáuè, disse a jornalistas que os exames médicos detetaram lesões causadas por disparos de armas de fogo. Uma das vítimas apresentava pelo menos 10 escoriações nos membros superiores e inferiores, no tórax, na cabeça e no abdómen.

Os dois regressavam de Iapala, um dos três postos administrativos de Ribáuè, quando foram assassinados na Estrada Nacional número 13, nas imediações do rio Matharia.

A 22 de Setembro passado, um outro membro da Assembleia Provincial (AP) de Tete e delegado político distrital da Renamo, Armindo António Ncuche, foi também morto a tiros, por indivíduos ainda desconhecidos.

Passado quase um mês, nada se sabe sobre o crime ocorrido duas semanas depois, da tentativa de homicídio, em Quelimane, de Ivone Soares, chefe da bancada parlamentar da Renamo e sobrinha do seu líder, Afonso Dhlakama.

A 8 de Outubro corrente, Jeremias Pondeca, membro do Conselho de Estado, eleito pela Assembleia da República (AR) em representação da Renamo, e membro da Comissão Mista do Diálogo Político, foi baleado mortalmente por indivíduos não identificados, em plena manhã, na cidade de Maputo.

Enquanto os assassinatos não cessam, o diálogo político prossegue sem avanços relevantes.

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