Moçambique: Adiado julgamento das “dívidas ocultas”

O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo adiou nesta quinta-feira, 21 de outubro, a retoma do interrogatório ao ex-diretor da Inteligência Económica do Serviço de Informações e Segurança do Estado (SISE), serviços secretos moçambicanos. 

O motivo deve-se à decisão de dar um tempo ao novo advogado do arguido António Carlos do Rosário, para que possa consultar os autos dentro de cinco dias. 

“Quando vim para esta audiência já sabia que não haveria audiência” “já sabia que esse era o argumento”, afirmou o juiz do julgamento principal das “dívidas ocultas”, Efigénio Baptista. 

Segundo o magistrado, a lei concede cinco dias para um réu escolher um novo advogado, em caso de impedimento do anterior. O mesmo prazo é dado para que o novo representante do réu consulte o processo. 

O interrogatório vai ser retomado na próxima quinta-feira, 28 de outubro. “Se o tribunal me conceder cinco dias, eu dou-me por satisfeito”, declarou Isálcio Mahanjane, atual representante de António Carlos do Rosário, cujo anterior defensor Alexandre Chivale acabou por ser afastado do caso pelo tribunal. 

Mahanjane, que também vai assumir a defesa de outros dois arguidos que eram representados por Chivale, já era advogado de Ndambi Guebuza, igualmente arguido e filho mais velho do ex-Presidente moçambicano Armando Guebuza.

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