Moçambique

Moçambique: Amnistia Internacional pede investigação “oficial” à situação de violência em Cabo Delgado

“É urgente que aja uma investigação oficial ao que se passa na província de Cabo Delgado” a afirmação é do diretor executivo da Amnistia Internacional Portugal, Nuno A. Neto, em declarações à E-Global.

O ativista refere que no Norte de Moçambique vive-se há anos um clima de violência e instabilidade, pautado por diversos crimes contra os direitos humanos, cometidos tanto por insurgentes, como pelas Forças Armadas e empresas de segurança paramilitares.

Pedro A. Neto relembra que já antes dos ataques do passado dia 24 de março em Palma, vários locais e aldeias da região eram alvo dos insurgentes, obrigando as pessoas a refugiarem-se na selva ou a migrar para outras áreas mais seguras.

O diretor executivo da AI salienta assim a necessidade de organizações oficiais investigarem e responsabilizarem os atores por detrás da violência que atinge o Norte de Moçambique, que já causou centenas de mortes e milhares de deslocados.

A Amnistia Internacional já havia divulgado um relatório “O que Vi foi a Morte: Crimes de guerra no “Cabo Esquecido”” em que denunciava que centenas de civis foram mortos em Moçambique pelo grupo armado “jihadista” conhecido localmente como “Al-Shabaab”, pelas forças de segurança governamentais e por uma empresa militar privada sul-africana contratada pelo governo de Moçambique.

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