Médio Oriente | Moçambique

Moçambique: Assinatura de um acordo de cooperação no domínio da saúde e agricultura com a Palestina

Yasser Arafat e Samora Machel

Está previsto que, na próxima semana, uma equipa de médicos palestinianos realize cirurgias no Hospital Central de Maputo, na sequência de uma visita que ocorreu em maio passado. A equipa médica é especializada em intervenções cirúrgicas na espinha dorsal, em particular em crianças.  

É esperada a assinatura de um acordo de cooperação entre Moçambique e a Palestina no domínio da saúde e agricultura.

Em dezembro do ano passado, Fayez Abdul Jawad, embaixador da Palestina em Moçambique, reforçou os laços de cooperação que unem Moçambique e a Palestina, com enfoque na área da saúde e agricultura.  

Os dois países têm relações de cooperação que remontam aos tempos do primeiro presidente de Moçambqiue, Samora Machel, e a Yasser Arafat, tendo o embaixador palestiniano em Moçambique referido que: “Um dos exemplos desse apoio foi dado, recentemente, na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, em que Moçambique votou a favor da Palestina e contra a posição de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. Sentimo-nos honrados por saber que temos um país amigo como Moçambique”.  

À data,  Fayez Abdul Jawad disse que os médicos especializados em cirurgias na espinha dorsal iriam deslocar-se a Moçambique no primeiro trimestre de 2018: “Eles virão para fazer operações cirúrgicas, mas também será missão deles partilhar este conhecimento com os médicos moçambicanos para que, nos próximos tempos, possam fazer este tipo de intervenções”.  

O embaixador palestiniano em Moçambique acrescentou também que a Palestina tem experiência na agricultura e protecção de recursos hídricos, experiência que irá partilhar com Moçambique.  

Refira-se que, em abril de 2015, Oldemiro Balói, o então ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação moçambicano entre 2008 e 2017, declarou que: “Somos apoiantes fervorosos da luta do povo palestino pela sua autodeterminação e afirmação como Estado e não podemos perder uma oportunidade para estabelecer contactos e desenvolver novos caminhos para apoiar a luta, mas também de cooperação entre os dois países”.  

Balói destacou que: “Decidimos criar uma equipa de trabalho conjunta que irá mapear as possíveis áreas de trabalho e preparar um acordo geral de cooperação, que dará a cobertura necessária para que os acordos parcelares, em função das áreas de interesse, possam ser assinados”.  

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