Moçambique: Certificação internacional dos aeroportos de Maputo, Beira e Nampula concluída em setembro

Emanuel Chaves, presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa Aeroportos de Moçambique (ADM), referiu que decorrem até setembro diligências no sentido de harmonizar os três principais aeroportos de Moçambique – Maputo, Beira e Nampula – de acordo com os padrões fixados pela Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO). 

Chaves referiu que está previsto que os três aeroportos moçambicanos obtenham a certificação internacional em setembro próximo.  

Refira-se que a ADM gere quatro aeroportos internacionais (Maputo, Beira, Nampula e Nacala), sete aeródromos principais (Pemba, Tete, Lichinga, Inhambane, Chimoio, Quelimane e Vilankulo) e oito aeródromos secundários (Angoche, Bilene, Inhaca, Lumbo, Mocímboa da Praia, Ponta do Ouro, Ulongué e Songo). 

No caso do aeroporto de Nacala, este é conhecido como “o aeroporto fantasma da Odebrecht” brasileira. O aeroporto foi inaugurado em 2014, após as obras levadas a cabo pela empresa brasileira, entre 2011 e 2014, sendo o segundo maior aeroporto do país, mas aquele que menos movimento tem.  

O aeroporto de Nacala tem capacidade para 500 mil passageiros por ano, recebendo apenas 20 mil, com dois voos comerciais por semana e mais dois voos privados da empresa mineradora brasileira Vale, a operar na região.  

O aeroporto “fantasma” custou 216.5 milhões de dólares, financiado em 125 milhões de dólares pelo Banco brasileiro Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES), e o restante pelo Standard Bank com a garantia do Estado moçambicano.  

Em dezembro de 2016, Rui Chong Saw, presidente do Município de Nacala, referiu que: “Tenho informação que o Governo de Moçambique a nível central está à procura de um parceiro para entregar a gestão deste aeroporto para rentabilizar. O nosso aeroporto tem condições únicas, ele diminuiu duas horas de tempo para qualquer ponto do mundo. Quando nós vamos para Nairobi voltamos a passar por cima de Nacala para ir a qualquer ponto então a competitividade deste aeroporto vai ser maior, penso eu que os preços também serão bonificados”.  

À data, foi avançado que o presidente moçambicano, Filipe Nyusi, pretendia fazer uma concessão a um operador privado, proposta criticada pelo seu “irrealismo”.  

Desde finais de 2016 que Moçambique não paga o empréstimo ao BNDES, empréstimo diluído num prazo de 15 anos.

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