Moçambique: CNE reconhece irregularidades nas eleições gerais

O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique, Abdul Carimo, manifestou a sua preocupação com “algumas irregularidades” registadas nas eleições gerais, realizadas a 15 de outubro. No entanto, garantiu que a instituição que dirige fez os possíveis para que o processo fosse “o mais limpo”.

“Naturalmente que nós temos preocupações, como órgão de gestão eleitoral, relativas a algumas irregularidades que ocorreram durante o processo”, declarou nesta terça-feira, 29 de outubro, após a entrega ao Conselho Constitucional (CC) da documentação relativa ao apuramento dos resultados do sufrágio.

O dirigente ajuntou que, consciente da ocorrência de falhas no processo, o órgão evitou descrever as eleições gerais como livres, justas e transparentes no anúncio dos resultados que fez no passado domingo. “Por isso é que quando nós fizemos o anúncio dos resultados, ninguém nos ouviu a dizer que as eleições foram livres, justas e transparentes”, salientou.

Carimo frisou também que o julgamento sobre a liberdade, justiça e transparência do escrutínio vai ser efetuado pelo Conselho Constitucional (CC).

Entretanto, a presidente do CC, Lúcia Ribeiro, informou que o órgão ainda vai decidir sobre os recursos interpostos pelos concorrentes às eleições gerais, para depois analisar os dados dos resultados do processo eleitorais. Anunciou igualmente que o CC só irá pronunciar-se sobre a validação das eleições, em finais de dezembro, de forma a “não encurtar os prazos da atual composição da Assembleia da República”.

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