Moçambique depende menos de energia importada

Moçambique é um dos maiores produtores de energia elétrica da África Austral, através da Hidroeléctrica de Cahora Bassa. No entanto, até 2016 continuava a importar mais energia de países vizinhos. 

Agora, dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o país está cada vez menos dependente de energia importada. A informação foi publicada no “Anuário Estatístico de 2020”

Cinco anos depois de Moçambique ter importado um total de 102,7 Gigawatts (em 2016), a energia importada desceu para 63,9 Gigawatts. Desagregando as importações por país, o INE indica que, da África do Sul (maior fornecedor do país), a importação caiu de 91.9 Gigawatts, em 2016, para 59.8 Gigawatts, em 2020. 

De Malawi, a importação baixou de 7.3 Gigawatts, em 2016, para 3.9 Gigawatts, em 2020. Já do Zimbabué o país tendeu a importar mais, tendo as aquisições aumentado de 3.3 Gigawatts, em 2016, para 4.1 Gigawatts, em 2020. Também Suazilândia contrariou a tendência geral, mantendo o fornecimento em 0,2 Gigawatts. 

A diminuição da dependência de Moçambique face ao exterior a nível de energia poderá dever-se ao aumento da produção interna, através de fontes da empresa pública, Electricidade de Moçambique (EDM). O “Anuário Estatístico de 2020” indica que a EDM produziu em 2016 um total de 83 Gigawatts. Cinco anos depois, a produção aumentou bastante, ao alcançar 906 Gigawatts.

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