Moçambique garante financiamento da União Europeia para combater terrorismo

O Presidente Filipe Nyusi avaliou como “um sucesso” a sua primeira visita de Estado à sede da União Europeia, o segundo maior parceiro humanitário de Moçambique e futuro maior parceiro comercial, tendo em conta que a exploração do gás natural da Bacia do Rovuma é liderada por petrolíferas da União Europeia.

O presidente Filipe Nyusi reuniu durante três dias com altos dignatários da União Europeia (UE), em Bruxelas, como o caso do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel; Comissário para Gestão de Crises, Janez Lennarc; e vice-presidente executivo da Comissão Europeia, Frans Timmeremans.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Manuel Gonçalves, que faz parte da comitiva presidencial, disse que a UE manifestou interesse em continuar a ter Moçambique como país prioritário. Entre as áreas de apoio mencionou “a reconstrução de Cabo Delgado, sobretudo nos distritos assolados pelo terrorismo, e a assistência humanitária à população deslocada”.

O financiamento das operações militares na província de Cabo Delgado tem sido uma das questões mantidas em segredo, não se sabendo qual o custo das mesmas e quem tem estado a cobrir até agora esses custos.

O chefe das forças militares da União Europeia, Hervé Bléjan, confirmou ao parlamento europeu que o Ruanda tinha pedido apoio financeiro para as suas tropas em Moçambique. Bléjan disse, na altura, que Borrell estava “determinado a responder favoravelmente” a esse pedido.

Falando a jornalistas que o acompanharam nesta visita, Nyusi explicou que a luta travada conjuntamente pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS), o Exército do Ruanda e a missão militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) envolve custos que precisam de ser assegurados, de uma ou de outra maneira, não obstante os riscos daí decorrentes.

“Ninguém pode falar do desenvolvimento económico e social sem a paz e tranquilidade total”, indicou o Presidente da República.

Nyusi, que se faz acompanhar nesta viagem pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, e pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Gonçalves.

Aurelio Sambo – Correspondente

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