Moçambique

Moçambique: Guterres manifesta apoio incondicional da ONU na reconstrução pós-ciclones

Secretário-geral da ONU, António Guterres, com o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi

O Secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, manifestou o apoio incondicional da organização intergovernamental que representa às ações de reconstrução pós-ciclones em Moçambique, que foi atingido pelo Idai, em março, e pelo Kenneth, em abril. Segundo o próprio, o país africano encontra-se atualmente na linha da frente das atenções da ONU.

Para Guterres, o país governado por Filipe Nyusi tem toda a legitimidade moral de reclamar a atenção do mundo nesta altura de aflição. “Moçambique tem aqui uma autoridade moral inegável porque é hoje claro que se repetem, cada vez com maior intensidade e com maior devastação, tem muito a ver com as alterações climáticas, onde Moçambique, praticamente não contribui para o aquecimento global, mas está na primeira linha das vítimas desse mesmo aquecimento global”, afirmou.

“Isso dá-lhe o direito de exigir da comunidade internacional, uma forte uma forte solidariedade e um forte apoio, quer na resposta aos dramas criados pelas tempestades que assolam o país, quer na reconstrução e preparação do país para as situações futuras”, defendeu.

O Secretário-geral assegurou que, para além da solidariedade, irá continuar a ser um ativista pela causa da reconstrução pós-ciclones, em particular, com o objetivo de conseguir que os apoios prometidos sejam disponibilizados com rapidez.

“O apoio humanitário das Nações Unidas foi apenas de 282 milhões de dólares [cerca de 250.344.000 euros] e esteve longe de ser inteiramente cumprido. Na conferência de doadores o Estado moçambicano solicitou 3.2 milhões de dólares e foram prometidos 1,2 milhões de dólares, e é evidente que vai ser preciso mais apoio e mais ajuda da comunidade internacional a Moçambique para poder responder efetivamente. Não apenas mais apoio, mas a concretização rápida dos apoios prometidos”, acrescentou.

O político encontra-se em Moçambique a cumprir uma visita oficial de dois dias, que começou nesta quinta-feira, 11 de julho, altura em que se reuniu com o Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi. No último dia de visita irá à cidade da Beira para observar as zonas afetadas pelo ciclone Idai.

Durante o encontro oficial com Guterres, o Presidente da República manifestou a sua gratidão nacional por tudo o que a organização deu para socorrer e apoiar as vítimas dos ciclones. “Aproveitamos a presença do Secretário geral para transmitir a gratidão dos moçambicanos”, disse durante a comunicação à imprensa, no final das conversações na Presidência da República.

O encontro serviu para falar também sobre o ponto de situação do diálogo político com a Renamo, maior partido da oposição, e as perspetivas sobre o processo da paz efetiva. “Falei dos passos que estamos a dar no âmbito do DDR (Desmilitarização, Desarmamento e Reintegração), o que está a acontecer, sempre na espectativa de que antes de outubro, portanto, antes das eleições gerais, não haja partidos armados, onde todos nós possamos ir celebrar a festa da democracia, sem o receio e sem medo”, partilhou.

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