Economia | Moçambique

Consórcio mineiro procura operador para mina de carvão em Tete

O consórcio mineiro ICVL, que adquiriu as minas de carvão da Rio Tinto, na província de Tete, parou a mineração enquanto procura um novo empreiteiro para operar nas minas de Benga, uma vez que o anterior contracto terminou em 2015.

ICVL, um consórcio estatal indiano, lançou, no final de outubro 2015, um concurso para a exploração de carvão na mina a céu aberto Benga, cujo prazo terminou em 14 de dezembro último. A companhia encontra-se agora a analisar as propostas recebidas.

ICVL espera conseguir um acordo mais barato do que o herdado da RioTinto, mas que foi originalmente incluído na firma australiana de mineração Riversdale, a companhia que vendeu o projeto à Rio Tinto em 2011.

Em conferência de imprensa, em Maputo, em julho de 2015, o diretor da ICVL Moçambique, descreveu o contrato de cinco anos com a sul-africana Eqstra, como de ‘alto custo’ , tendo ‘começado quando os preços do carvão estavam no seu máximo entre 2009-11’. Embora o valor do contrato não tenha sido tornado publico, um membro executivo da Eqstra insinuou que tenha rondado os 100 milhões de dólares.

A crise no sector do carvão fez com que a ICVL deixasse a mina em stand by até que um novo empreiteiro ocupe o lugar para o segundo trimestre de 2016. Depois de assumir funções, o novo empreiteiro a quem a ICVL estenderá o contrato por mais um ano, é suposto extrair 100.000 toneladas de carvão bruto por mês, juntamente com cerca de meio milhão de metros cúbicos de resíduos do produto.

A pouca produção fez com que a ICVL reduzisse as exportações através da Beira de três barcos para um por mês. Contudo, a companhia está com sérios problemas sobre o que fazer com dois milhões de toneladas de carvão térmico para o qual não existe saída comercial, nem doméstica nem internacional.

 

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