Moçambique

Moçambique: Malange aperta cerco para evitar entrada de malawianos

A vila municipal de Malange, localizada na província central moçambicana da Zambézia, faz limite com o Malawi através da fronteira de Mulosa. Devido ao Estado de Emergência em vigor no país por causa da Covid-19, que já infetou e matou pelo menos três pessoas naquele país vizinho, as autoridades migratórias moçambicanas estão a apertar o cerco para evitarem a entrada e a saída de pessoas.

O chefe de migração nesse distrito fronteiriço, Albano de Carvalho, afirmou que estão a atender a entrada de camionistas para questões de mercadorias, além de limitarem a circulação dos dois povos na fronteira.

Segundo Albano de Carvalho, dada a extensão da fronteira, as forças do ramo desdobram-se no terreno para que não entrem e nem saiam pessoas de forma clandestina.

Já na fronteira de Mulosa as autoridades de saúde trabalham na desinfeção dos camiões vindos do Malawi, fazendo também o processo de higienização, rastreio dos camionistas para evitarem eventual contaminação da doença em Moçambique, segundo o diretor distrital de saúde de Milange, Leonardo Maresse.

Recorde-se que Moçambique encontra-se em Estado de Emergência desde 01 de abril, tendo o mesmo sido prolongado para 30 de maio. A medida foi adotada para combater a pandemia do novo coronavírus, que teve início na cidade chinesa Wuhan. Prevê-se que este Estado possa terminar.

São 107 os casos positivos oficialmente divulgados sobre o território moçambicano, de acordo com a Diretora Nacional de Saúde Pública, Rosa Marlene. A própria informou que “neste momento temos o registo de 107 casos positivos para a Covid-19, dos quais 95 de transmissão local e 12 importados para o país”.

“A província de Cabo Delgado acumula 74 casos, a cidade de Maputo 20, oito na província de Maputo, quatro em Sofala e um em Inhambane”, acrescentou.

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