Moçambique: Mandatários judiciais “sabotam” o tribunal no caso das dívidas ocultas

Os advogados que assistem os 19 réus envolvidos no caso das “dívidas não declaradas” primaram pela ausência no início da sessão de julgamento de hoje, dia agendado para a audição de três declarantes.

Face a esta situação, o Ministério Público, representado pela procuradora Ana Sheila Marrengula disse não haver condições para o arranque da sessão, alegadamente, porque os réus não estavam devidamente representados.

A Procuradora recomendou ao Tribunal que devia oficiar a Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) e o Instituto de Patrocínio e Assistência Jurídica (IPAJ) para indicarem alguém que servisse de defensor oficioso dos réus na ausência dos respectivos mandatários judiciais.

O juiz da causa, Efigénio Baptista perguntou aos réus porquê razão os seus mandatários não estavam no julgamento, tendo cada um explicado as suas razões.

Minutos depois, deu entrada na tenda de julgamento o advogado Isálcio Manhajane, tendo sido nomeado defensor oficioso dos 19 réus que respondem a este processo, desde passado dia 23 de Agosto.

Assim sendo, já decorre a audição ao declarante Silvestre Saluda, assessor de projectos e director de operações da EMATUM, quadro do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pesca.

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