Moçambique: Manuel de Araújo acusa Renamo e MDM de não quererem líderes alternativos

O edil de Quelimane, Manuel de Araújo, tem feito várias críticas durante a sua digressão pelo norte e centro do país. Algumas foram dirigidas ao Governo e à Frelimo, partido no poder, e outras às formações políticas da oposição, Renamo e MDM

O político acusou a Renamo, partido do qual faz parte, de ser antidemocrática, alegadamente por haver membros da comissão política dessa formação que o pressionam a desviar fundos do município que dirige para que sejam financiadas atividades da Renamo. 

“Estamos a lutar para isso! Para implementar a democracia. Mas, cada vez que nós damos uma opinião, aparece alguém a puxar-nos a orelha. Ou aparece um membro da comissão política a dizer que o Araújo não está a tirar fundos do município para reabilitar o edifício do partido”, declarou, citado pelo jornal “O País”. 

“O partido deve emitir um comunicado e distanciar-se deste membro da comissão política porque está a sujar o partido. Mas não aconteceu. Quer dizer o quê? Que o partido concorda. Será que concorda? Mas não é o que está lá nos livros, no estatuto, então, na reunião do Conselho Nacional, o partido terá de se explicar”, exigiu. 

Foram igualmente criticadas as restantes formações políticas na oposição. “Se nós formos a ver, os partidos da oposição não formam líderes alternativos. A Renamo não quer líderes alternativos dentro do partido. O MDM não quer, tal como vimos no congresso”, concluiu. 

Renamo responde às acusações de Araújo 

A Renamo já reagiu às declarações do edil de Quelimane, tendo negado as acusações de que foi alvo. Segundo o porta-voz do maior partido na oposição em Moçambique, José Manteigas, os pronunciamentos de Manuel de Araújo “constituem autênticas mentiras encomendadas e pretensão dolosa de manchar e caluniar o partido Renamo e seus quadros”

“Que se passe a pagar cotas como forma de ajudar o partido a resolver alguns problemas, como, por exemplo, da Delegação Política da Cidade de Quelimane. Nessa reunião estiveram presentes os autarcas da cidade de Quelimane e o edil estava ausente, ou seja, estava fora da cidade”, frisou, citado pelo “MMO Notícias”. 

Manteigas defendeu que o pagamento de cotas ou qualquer apoio “é uma prática comum, lícita e recomendável em qualquer partido político, porque é disso que se mantém o funcionamento do partido”.

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