Militares do Exército das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) estão espalhados pelas principais ruas, avenidas e praças de Maputo, capital do país, nesta quinta-feira, 07 de novembro, devido à “grande marcha” convocada pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane.
De acordo com a “Carta de Moçambique”, os militares encontram-se munidos de armas de fogo, do tipo AK47, e com coletes à prova de bala.
Este cenário ocorre após o ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, ter avisado na terça-feira, dia 05, que “se o escalar da violência continuar [nas manifestações que têm acontecido após as eleições gerais de 09 de outubro], não se coloca outra alternativa, senão mudarmos a posição das forças no terreno e colocarmos as Forças Armadas a proteger aquilo que são os fins do Estado”.
No entanto, não foi necessário haver alteração da ordem para que o Governo avançasse com o plano anunciado por Chume, que disse ainda que “nos últimos dias assistimos ao recrudescimento de actos preparatórios com intenção firme e credível de alterar o poder democraticamente instituído e o funcionamento normal das instituições do Estado e privadas”.
Imagens partilhadas na manhã de hoje pela TV SUCESSO mostraram a Polícia da República de Moçambique (PRM) a posicionar BTR e agentes da força antimotim (Unidade de Intervenção Rápida) ao longo da Estrada Nacional Nº 4, no bairro Luís Cabral, um dos principais pontos de tumultos.