Moçambique

Moçambique: Ministro diz que ataque a Palma não prejudica exploração de gás

Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado

O ministro da Defesa de Moçambique, Jaime Neto, garantiu que o ataque à vila de Palma, ocorrido a 24 de março, não coloca em causa o projeto de exploração de gás natural liderado pela petrolífera Total em Afungi, na província de Cabo Delgado.

“Nós acreditamos que o projeto de gás não está ameaçado e vai continuar porque as Forças de Defesa e Segurança estão a fazer tudo para garantir a segurança daquela região e de outras partes do país”, disse o governante à margem da inauguração de uma padaria no quartel do Serviço Cívico de Moçambique em Maputo.

Ainda de acordo com a mesma fonte, as forças governamentais continuam no terreno e desdobram-se para assegurar a segurança necessária para que os serviços do Estado voltem a funcionar.

“Neste momento, a nossa força está presente em todos os lugares de instabilidade e a trabalhar no sentido de defender o nosso país e os nossos cidadãos”, acrescentou.

Depois do sucedido, a petrolífera Total retirou o resto dos trabalhadores que mantinha no projeto de gás no Norte de Moçambique. O ataque prejudicou assim o anúncio da retoma gradual das obras, após uma primeira retirada de pessoal em janeiro, na sequência de um outro ataque nas proximidades.

O projeto em questão está avaliado entre 20 e 25 mil milhões de euros, sendo este megaprojeto de extração de gás da Total é o maior investimento privado em curso em África, suportado por várias instituições financeiras internacionais. Prevê-se a construção de unidades industriais e uma nova cidade entre Palma e a península de Afungi.

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