Moçambique: Mirko Manzoni lamenta a morte de Mariano Nyongo

O enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas para Moçambique classificou hoje como “lamentável” a morte do líder guerrilheiro dissidente Mariano Nhongo, mas reconheceu terem sido “infrutíferas” todas as tentativas de diálogo.

“Embora este seja um fim lamentável para a situação, reconhecemos os consideráveis esforços do Governo no sentido de recorrer a meios pacíficos para devolver a estabilidade à zona centro de Moçambique”, lê-se num comunicado.

Segundo Mazoni, “foram repetidamente abertas oportunidades para utilizar o diálogo em vez da violência, no entanto, estas revelaram-se infrutíferas”.

“Há mais de dois anos que procurámos estabelecer relações com Nhongo e encorajámo-lo ativamente a regressar ao processo de desarmamento, desmobilização e reintegração (DDR)”, decorrente do acordo de paz de 2019 entre a Frelimo e a Renamo, referiu Manzoni.

Mas a autoproclamada Junta Militar da Renamo afirmava-se como um grupo de guerrilheiros descontentes com o novo líder do seu partido Ossufo Momade, sucessor do Presidente da RENAMO, Afonso Dhlakama e insatisfeitos com os termos do DDR, decorrente do acordo de paz.

Nunca houve diálogo, nem alinhamento com o processo de desmobilização.
“Na sequência dos sólidos progressos feitos até à data neste processo (DDR) e da recente deserção dos principais membros da Junta, esperávamos que a situação fosse resolvida de forma pacífica”, escreveu ainda o enviado de Guterres.

Mirko Manzoni terminou reiterando o “compromisso” de apoiar os esforços com vista a uma paz definitiva.”Este acontecimento não nos dissuadirá na busca pela paz, devendo servir para nos juntarmos e redirecionarmos esforços com vista a permitir que os restantes combatentes se juntem ao processo de DDR e se juntem a uma vida de paz”, concluiu.

Aurelio Sambo – Correspondente

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