Moçambique: Nhongo inflexível nas suas reivindicações

O líder da autoproclamada Junta Militar da Renamo, Mariano Nhongo, garantiu nesta quinta-feira, 29 de julho, que o seu movimento vai continuar a ser fiel às suas reivindicações. Assim, mantém a espera em relação à resposta do Governo acerca das mesmas.

“Eu não posso trair o povo e o mundo. A Junta Militar ainda existe e existirá para sempre”, afirmou a jornalistas na cidade da Beira, através de declarações feitas por telemóvel. Não se sabe onde o dirigente se encontra e sim apenas que está em um ponto incerto nas matas do centro de Moçambique.

Recorde-se que este grupo dissidente da Renamo contesta a liderança do atual presidente do principal partido da oposição no país, Ossufo Momade, e também as condições para a desmobilização dos guerrilheiros decorrentes do acordo de paz assinado em 2019.

De acordo com Nhongo, ex-líder de guerrilha da Renamo, o seu grupo enviou uma carta com reivindicações para o Governo moçambicano em 2019 e continua à espera da resposta para uma negociação. “A Junta Militar já enviou um documento ao Governo e esperamos por uma boa resposta”, partilhou.

No entanto, disse que o “Governo da Frelimo está a bombardear” as suas posições nas matas do centro do país. Isto porque a autoproclamada Junta Militar é apontada pelas autoridades como responsável por ataques armados que causaram a morte de, pelo menos, 30 pessoas desde 2019, em estradas e povoações das províncias de Manica e Sofala.

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