Moçambique: Nyusi admite “violações involuntárias” dos direitos humanos em Cabo Delgado

O chefe de Estado de Moçambique, Filipe Nyusi, admitiu que têm havido “violações involuntárias” dos direitos humanos por parte das autoridades na província de Cabo Delgado, que, desde outubro de 2017, é alvo de invasões constantes de grupos armados.

“Em momentos difíceis como o que atravessamos, somos levados a adotar medidas robustas com vista a defender a nossa soberania e a nossa integridade territorial. Algumas dessas medidas podem involuntariamente propiciar a violação dos direitos humanos”, afirmou.

A declaração do governante foi feita na Presidência da República em Maputo, durante a tomada de posse de novos membros da Comissão Nacional dos Direitos Humanos. O próprio defendeu que as denúncias de violação dos direitos humanos em Cabo Delgado deveriam merecer a atenção das autoridades.

Em relação ao combate aos invasores, pediu a colaboração de todos, inclusive da imprensa, que já se queixou várias vezes de perseguições, intimidações e agressões vindas das autoridades enquanto fazia a cobertura da violência armada existente na referida província moçambicana.

“Permita-me que reitere que o nosso Governo tem na comunicação social e no jornalismo parceiros para edificação do Estado de Direito democrático”, frisou, garantindo que fará de tudo para assegurar a liberdade de imprensa e de expressão no país.

Estas respostas surgem em reação ao sucedido na terça-feira, 21 de abril, dia em que dezenas de pessoas decidiram juntar-se no bairro Paquitequete, em Pemba, capital provincial de Cabo Delgado, para se manifestarem contra alegadas violações por parte da polícia, que efetuava na altura uma operação. 

Foi nesse mesmo bairro que, na semana passada, a polícia terá espancado um cidadão e retido um jornalista durante horas, na sequência de uma outra operação. Tal gerou críticas por parte de organizações não governamentais e foi ainda criticado nas redes sociais.

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