Moçambique

Moçambique: Nyusi lembra que malária ainda é um dos maiores problemas do país

Presidente moçambicano, Filipe Nyusi
Filipe Nyusi

O chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, apelou no sábado, 25 de abril, ao compromisso de todos para se combater a malária, apesar de as atenções do mundo estarem centradas na pandemia da Covid-19.

“Enquanto nos precavemos da Covid-19, vamos todos continuar a dar o nosso contributo, individual e coletivo, nesta luta contra a malária”, disse no discurso alusivo ao Dia da Luta Contra a Malária, que se celebra a nível mundial.

“A malária continua sendo um dos maiores problemas de saúde pública no nosso país e, não obstante os esforços empreendidos ao longo dos anos, continuamos a assistir de forma preocupante ao aumento dos casos e enchentes nas unidades sanitárias, com maior destaque para as consultas e enfermarias de crianças”, salientou.

Foi no dia em que o Presidente da República celebrou 100 dias de governação no seu segundo mandato que reafirmou na mensagem o compromisso de combater a malária. “Gostaria nesta ocasião de reafirmar a nossa responsabilidade e compromisso como Governo de lutar contra esta doença”, frisou.

Segundo o mais recente relatório anual sobre malária da Organização Mundial de Saúde (OMS), relativo a dados de 2018 e divulgado em dezembro, houve 968 mortes devido à malária oficialmente registadas em Moçambique, o que equivale a menos 146 do que no ano anterior e menos 2.386 do que em 2010.

O mesmo documento estima que o total de mortes, além dos casos reportados, ascendeu a um número entre 11.900 a 18.400 pessoas. Em oito anos terá havido uma descida de 23% no limite inferior da estimativa, enquanto o limite superior praticamente se manteve.

Estima-se que em 2018 a doença tenha causado mais de 400 mil mortes, entre as quais 380 mil em África e sendo 270 mil crianças menores de cinco anos.

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