Moçambique

Moçambique: Nyusi pode ser envolvido no julgamento das dívidas ocultas

Filipe Nyusi

O banco suíço de investimento Credit Suisse admitiu, através de um documento submetido ao tribunal, que pode adicionar o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, ao processo do caso das dívidas ocultas como réu.

Assim, explicou, o governante poderá “responder pelas suas irregularidades” no julgamento, que decorre no Tribunal Superior de Londres e que só está previsto começar em 2021. Este processo opõe o Credit Suisse ao Estado africano.

Os advogados do banco terão pedido às autoridades moçambicanas, numa carta datada a 11 de maio, a confirmação de que o chefe de Estado não reivindica ou que se reunia à imunidade relativamente a este caso. No entanto, não tinham recebido resposta até julho.

Recorde-se ainda que a Procuradoria-Geral de Moçambique iniciou este caso na justiça britânica para tentar anular a dívida de 622 milhões de dólares (552,6 milhões de euros) da empresa estatal Proindicus ao Credit Suisse. O objetivo consiste também em pedir uma indemnização que cubra todas as perdas resultantes do caso das dívidas ocultas.

Essas dívidas ocultas do Estado moçambicano correspondem a cerca de dois mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros). As mesmas foram contraídas entre 2013 e 2014, em forma de crédito junto das filiais britânicas dos bancos de investimentos Credit Suisse e VTB em nome das empresas estatais moçambicanas Proindicus, Ematum e MAM.

O negócio agravou a crise financeira pública do país e levou-o a entrar em incumprimento no pagamento aos credores internacionais.

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