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Moçambique: ONGs lutam para lidar com o êxodo de refugiados de Tete

O número crescente de refugiados moçambicanos no Malawi suscitou uma resposta internacional significativa por parte de agências de ajuda humanitária e da comunicação social.

A Agência de Refugiados das Nações Unidas (ACNUR), juntou-se ao Programa Alimentar Mundial, a UNICEF e aos Médicos Sem Fronteiras para fornecer alimentos básicos e cuidados médicos para as mais de 2000 pessoas que fugiram da província de Tete devido ao conflito entre a Frelimo e a Renamo.

Os refugiados dizem que estão a fugir das forças governamentais que estão a atacar aldeias que se acredita que abrigam membros da oposição, Renamo, de acordo com a porta-voz da ACNUR Karen Gruijil.

“Os soldados chegaram em veículos do governo para queimar casas e celeiros de milho e acusaram-nos de abrigar soldados da Renamo” declarou um agricultor Omali Ibrahim.

“Nós poderíamos ter sido mortos por soldados do governo se não nos tivéssemos escondido no mato por dois dias”, informou Luciano Laitoni, 60 anos.

Gruijil disse que, em 2015, o ACNUR e o governo do Malawi registaram cerca de 700 refugiados moçambicanos e colocaram-nos com as comunidades locais porque acreditavam que a situação seria temporária. Nas últimas semanas, no entanto, um número crescente de pessoas têm cruzado a fronteira para o Malawi.

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