Moçambique: Oposição denuncia falta de proteção policial na campanha em Inhambane

A Renamo e o MDM, partidos da oposição, queixaram-se de falta de proteção policial na campanha eleitoral realizada em Inhambane, o que os impediu de apelar ao voto em alguns distritos, com vista às eleições gerais de 15 de outubro.

Na semana passada, a Renamo viu-se incapaz de levar a cabo as suas atividades no âmbito da campanha em Funhalouro, Massinga, Panda e Jangamo. Segundo o porta-voz da formação política, José Manteigas, os protagonistas destes “atos antidemocráticos” são os membros do partido no poder.

“Os simpatizantes e militantes da Frelimo, em vez de irem pedir votos à população, estão a tentar inviabilizar a campanha da RENAMO e dos outros partidos políticos”, acusou, considerando que este comportamento negativo “não faz nenhum sentido” num país que goza da tolerância política e do pluralismo.

“Os membros da Frelimo estão a transformar-se em autênticos vândalos nesta campanha eleitoral. Porque a campanha deles é obstruir a campanha da RENAMO. Isso é vandalismo e falta de civismo. O que queremos é uma coabitação política neste espaço que é de todos”, acrescentou.

Por sua vez, José Sinequinha, mandatário do MDM em Inhambane, revelou que o partido entregou uma carta à Comissão Provincial de Eleições na região a lamentar a ausência da polícia durante as atividades do seu partido na campanha.

“Lamentavelmente, a nossa polícia não tem tido a capacidade de cobrir todos nossos eventos em termo de presença nos bairros e localidades quando estamos a fazer a campanha eleitoral. Quando solicitamos o acompanhamento da polícia, eles não se fazem presentes”, criticou.

Em reação a estas declarações, o porta-voz do comando provincial da Polícia em Inhambane, Juma Aly Dauto, disse que os membros da corporação têm garantido a segurança a todos os partidos sem discriminação política. “Nós garantimos a segurança em todos os locais se recebemos alguma comunicação sobre o itinerário que alguns partidos políticos vão fazer. Eles têm direito à proteção naquele momento e é isso que tem acontecido”, assegurou.

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