Moçambique

Moçambique: PR acusado de esconder informações sobre Covid-19

Filipe Nyusi

O Presidente da República de Moçambique foi acusado pelo Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD) de omitir informações financeiras relacionadas com a Covid-19.

Segundo esta organização não-governamental, Filipe Nyusi não foi explícito nas informações sobre os apoios que o país recebeu de parceiros no relatório enviado ao Parlamento sobre os quatro meses de Estado de Emergência.

“No seu relatório sobre o fim do estado de emergência submetido à Assembleia da República, Filipe Nyusi não informa aos deputados sobre os apoios e créditos concessionais que Moçambique tem estado a mobilizar junto dos parceiros de cooperação para financiar a estratégia de resposta à pandemia da Covid-19”, pode ler-se numa nota distribuída à comunicação social pelo CDD.

O Executivo moçambicano pediu aos parceiros, a 23 de março, em Maputo, um apoio financeiro de 700 milhões de dólares (594 milhões de euros). A quantia serviria para cobrir o buraco fiscal provocado pela pandemia no Orçamento do Estado de 2020, além de financiar o combate à doença e dar apoios para os mais pobres.

Entre os parceiros que manifestaram interesse em apoiar, destacou-se o empréstimo de 309 milhões de dólares (262 milhões de euros) disponibilizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Houve ainda outro montante significativo, de 40 milhões de dólares (34 milhões de euros), por parte do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

“Numa das passagens do relatório, o Presidente da República reporta a abertura de uma conta bancária para facilitar a prestação de contas dos fundos recebidos no âmbito da estratégia de resposta à COVID-19. Mas no documento não consta nenhuma informação sobre o dinheiro que Moçambique recebeu nos últimos quatro meses, muito menos o destino a que foi dado”, criticou o CDD.

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