Moçambique: Província de Gaza vai ter projeto de desenvolvimento avaliado em 7.4 biliões de dólares

De acordo com um comunicado recebido hoje, 21 de dezembro, A Moçambique STT (Moc-STT,SA) e a PowerChina HHY JOINT-Venture assinaram um contrato para a implementação do Projecto do Corredor de Desenvolvimento de Chongoene (CDC) na província de Gaza.

Trata-se de um projeto avaliado em 7,4 mil milhões de dólares norte-americanos (559,7 mil milhões de meticais), que compreende um porto marítimo multiusos de águas profundas, de classe mundial, com capacidade para manusear 150 milhões de toneladas de carga por ano, um porto seco, uma Linha Férrea com 221 km, que partirá do Porto de Chongoene até Donga em Guija, onde vai fazer a interligação com a linha dos Caminhos de Ferro de Moçambique(CFM), que liga Maputo-Chicuacualala-Zimbabué e a outros países da SADC.

Uma outra linha (ramal), será construído a partir do Porto de Chongoene ao Distrito de Jangamo na Província de Inhambane, via Inharrime, rico em recursos agrícolas e minerais com destaque ao projecto de Areias Pesadas de Jangamo.

Para além destes dois projectos estruturantes, o projecto inclui a construção de parques eco-industriais e petroquímica a ser instalada no Zona França, sito em Nwampfumine, em Chongoene.

O projecto prevê duas fases e o acordo recentemente celebrado é de 324.1 milhões de dólares americanos, montantes necessários para a conclusão de estudos de engenharia e impacto ambiental, instrumentos de viabilização e aprovação do projecto junto do Ministério dos Transportes e Comunicações, e outras autoridades relevantes do governo, para o arranque do projecto em 2023 com seu término previsto para 2025.

Com este mega projeto, espera-se que venha a nascer uma cidade portuária moderna de classe mundial com capacidade para 500 mil habitantes, além disso a implementação da infraestrutura ferro-portuária na província de Gaza poderá criar maior mobilidade regional, emprego e melhoria da qualidade de vida dos moçambicanos, contribuir para a promoção do comércio regional na SADC, abrindo acesso aos mercados globais bem como posicionar Moçambique como grande potência marítima do continente.

Aurelio Sambo- Correspondente.

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