Moçambique

Moçambique: Renamo acusa PRM de “empurrar” o partido para a guerra

Líder da Renamo, Ossufo Momade

A Renamo considera que a Polícia da República de Moçambique (PRM) não tem estratégia para combater os frequentes ataques que têm ocorrido no Centro do país desde agosto do ano passado e que, como tal, atribui a culpa do sucedido ao maior partido da oposição.  

Para a Renamo, a PRM tem agido de má-fé para denegrir a sua imagem, tendo o porta-voz da organização política, José Manteigas, declarado que a polícia quer “empurrar” o seu partido para a guerra. “É uma vã e inglória tentativa da polícia de pretender empurrar a Renamo para uma guerra porque não vai conseguir”garantiu. 

“Queremos paz e harmonia social, por isso exortamos a Polícia da República de Moçambique a abster-se de fazer pronunciamentos gratuitos, difamatórios e fundados na má-fé, como forma de justificar a sua incompetência, inoperância e falta de estratégia operativa”acrescentou. 

Manteigas reafirmou que a Renamo distancia-se dos homens pertencentes à autoproclamada Junta Militar da Renamo, liderada por Mariano Nhongo, que tem sido a alegada autora dos ataques mencionados. A mesma fonte partilhou a opinião de que as autoridades estão a ser ineficientes, incapazes e que as mesmas não têm estratégia operativa no teatro das operações no Centro do território moçambicano. 

A formação política recomendou que, “caso a polícia não seja capaz de travar os ataques, deve pedir socorro a quem é capaz e não pôr em causa o bom nome do partido” e criar uma comissão de inquérito para investigar a autoria dos ataques, que já causaram, pelo menos, 21 mortos. 

O porta-voz frisou que a organização política continua altamente comprometida com a paz, reconciliação nacional e estabilidade social dos moçambicanos.

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