Moçambique

Moçambique: Renamo culpa PRM pelos ataques ocorridos no país

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O chefe da bancada parlamentar da Renamo, Viana Magalhães, responsabilizou a Polícia da República de Moçambique (PRM) pela insegurança vivida na província de Cabo Delgado, que tem sido alvo de constantes ataques desde outubro de 2017.

“Se malfeitores podem tomar parte de uma província, então o país está desguarnecido”, declarou, acrescentando que “não é possível alguém empunhar armas, disparar contra pessoas indefesas e a televisão (pública) do país fazendo cobertura e a polícia não saber onde estão essas pessoas”

Foi durante a intervenção feita na abertura da primeira sessão ordinária da IX Legislatura da Assembleia da República que o chefe da bancada da maior formação política da oposição referiu que “no Norte do país, concretamente nas províncias de Cabo Delgado e Niassa, a insurgência armada continua ante da passividade das Forças de Defesa e Segurança”.

“Não basta dizer que a polícia não está envolvida nos ataques à população, é necessário apresentar responsáveis. Este exemplo mostra que a população continua numa situação de insegurança”, acrescentou.

“A 23 de março a polícia anunciou a tomada da vila sede do distrito de Mocímboa da Praia pelos alegados insurgentes, que a polícia chama de malfeitores. Se malfeitores podem tomar parte de uma província, então o país está desguarnecido. É estranho que não haja responsabilidades, entretanto o Comandante Geral da Polícia continua fazendo o show pelo país, especialmente em Cabo de Delgado que acabo de visitar, o que urge questionar: afinal esta polícia só pode confrontar os representantes dos partidos políticos nas mesas votação? Esta polícia só consegue roubar e fugir com as urnas para posteriormente trocá-las? Quando vêm homens armados, em vez de defenderem a população fogem”, questionou.

Recorde-se que o Al Shabaab, apelido dado aos insurgentes pelos habitantes locais de Cabo Delgado, ocupou igualmente nesta quarta-feira, 25 de março, a vila de Quissanga.

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