Moçambique

Moçambique: Renamo pede demissão de ministro após assassinato de observador eleitoral

Ossufo Momade

A Renamo pediu nesta quarta-feira, 09 de outubro, a demissão do ministro do Interior, Basílio Monteiro, devido aos indícios de envolvimento de agentes da polícia no assassinato do Diretor Executivo do Fórum das Organizações Não Governamentais de Gaza (FONGA) e também observador eleitoral, Anastácio Matavel.

“Exigimos a demissão, com efeitos imediatos, do ministro do Interior, por ser incompetente na luta contra o crime e sobretudo porque [os suspeitos] são elementos da polícia que o seu ministério tutela”, declarou o porta-voz do maior partido na oposição, André Magibire, , em conferência de imprensa em Maputo.

A Renamo sublinhou que “repudia de forma veemente o assassínio bárbaro” do dirigente da organização de observação Sala de Paz em Gaza, ocorrido na segunda-feira, 07 de outubro, e acrescentou não ter dúvidas de que a motivação do crime está relacionada com o processo eleitoral em curso.

“Tem em vista intimidar, silenciar todos aqueles que se pronunciam, que estão a favor de eleições livres, justas e transparentes”, afirmou Magibire, referindo que o crime tem “motivações políticas”.

Para a formação política, o mais “triste e arrepiante” é saber-se que o observador terá sido assassinado por agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), que têm como missão primária defender os seus cidadãos, mas que “hoje virou assassina daqueles que um dia jurou defender”.

A Renamo alegou que as suspeitas estendem-se agora à “mesma turma que assassinou Siba Siba Macuacua, Gilles Cistac, Jeremias Pondeca, Manuel Lole e outros cidadãos em 2016″, figuras públicas cujas mortes ficaram associadas aos designados “esquadrões de morte” em Moçambique.

Recorde-se que a PRM anunciou na terça-feira, em declaração à imprensa, que o homicídio terá sido cometido por um grupo de “quatro agentes da PRM, afectos na sub-unidade da Intervenção Rápida na Província de Gaza, em serviço do GOE (Grupo de Operações Especiais), e um civil”, mas não adiantou as possíveis motivações.

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