Moçambique: SERNIC deteve “Navarra” o maior caçador furtivo moçambicano

Foi detido na passada terça-feira, o maior caçador furtivo de Moçambique, conhecido por “Navarra”, juntamente com outro cúmplice, indiciados pelo crime de abate e tráfico de espécies protegidas, numa operação do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).

S. Valoi ou simplesmente “Navarra”, de 45 anos de idade, e o seu motorista de 32 anos, foram detidos depois de serem surpreendidos numa das instâncias hoteleiras da cidade de Maputo, na posse de oito pontas de rinoceronte, com peso de 7.5 Kg, provenientes do Parque Nacional do Limpopo, concretamente na vila de Mavodze, na província de Gaza.

De acordo com o porta-voz do SERNIC, na cidade de Maputo, Hilário Lole, a corporação vinha a trabalhar há bastante tempo no sentido de neutralizar indivíduos que se dedicam à caça furtiva. “Estes indivíduos traziam cornos de rinocerontes para vender na cidade de Maputo, a sua detenção foi através de informações que o SERNIC teve acesso, em colaboração com diversas organizações preocupadas com crimes ambientais”, disse.

No mercado informal, os cornos apreendidos iriam render cerca de 30 milhões de meticais, disse Lole. O porta-voz acrescenta ainda que o indivíduo é procurado a nível internacional pela prática deste e outros tipos de crimes com o enfoque para o roubo de viaturas, assim como infracções ambientais.

Navarra apontado como o maior caçador furtivo do país afirma que transportou as pontas de rinoceronte de Gaza para Maputo a mando de um familiar de nome Benete, residente na África do Sul para entregar a um indivíduo de nome Pedro, numa das instâncias turísticas da capital do país.

“Benete trouxe os cornos de África do Sul para Chókwè e mandou-me entregar ao seu patrão Pedro, que não conheço. Quando estava prestes a fazer a entrega, a Polícia chegou e recolheu-nos”, contou.

Entretanto, o seu suposto cúmplice disse que não tinha conhecimento de que transportava cornos de rinoceronte. “Navarra é amigo do meu irmão e pediu me que o acompanhasse para a cidade de Maputo e pagaria 20 mil meticais pelo serviço”, explicou.

Aurelio Sambo – Correspondente

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