Moçambique: Standard Bank Moçambique terá novo PCA, depois de 18 anos de liderança de Tomaz Salomão

Tomaz Salomão, economista moçambicano, deixa de ser Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Standard Bank em Moçambique, a partir de 30 de novembro do ano. No seu lugar vai entrar Esselina Macome, actualmente directora não-executiva no mesmo banco.

De acordo com o Grupo Standard Bank, o fim do ciclo de dezoito anos de liderança do Dr. Tomaz Salomão é resultado da aplicação das mais recentes boas práticas em termos de governação que recomendam a rotatividade dos membros não-executivos das organizações para garantir a sua independência. Este processo, que teve início há algum tempo, centrou-se na identificação de um sucessor, na pessoa de Esselina Macome, capaz de liderar a execução da estratégia de crescimento da instituição bancária para os próximos anos.

Bernardo Aparício, administrador delegado do Standard Bank, anunciou aos seus clientes, parceiros de negócio e à sociedade, em geral, que, “a partir do dia 1 de Dezembro do ano em curso, entrará em funções como Presidente do Conselho de Administração (PCA) a Dra. Esselina Macome. Neste contexto, no dia 30 de Novembro, e após 18 anos no cargo de Presidente do Conselho de Administração,o Dr. Tomaz Salomão irá cessar as suas funções no Standard Bank”.

“Na altura, alguns diziam que o nosso lucro líquido não passava dos sete milhões de dólares, mas, hoje, somos uma instituição sistémica que gere lucros acima dos 100 milhões de dólares. Quem vem, vai continuar a fazer o que começámos, vai fazer melhor, vai corrigir eventuais erros que tenhamos cometido e vai colocar o seu devido lugar na nossa praça como um actor importante no desenvolvimento da economia nacional”, afirmou Tomaz Salomão, PCA cessante do Standard Bank.

Enquanto que a próxima PCA do Standard Bank, Esselina Macome, afirma que os clientes vão continuar no centro das atenções da administração.

“As sanções que o banco sofreu nos últimos momentos fazem parte dos desafios e, sobre eles, nós estamos a trabalhar de modo a responder às constatações encontradas ao longo do tempo e o outro grande desafio é a qualidade dos sistemas das nossas infra-estruturas que chegam a afectar a disponibilidade dos nossos serviços”, revelou Esselina Macome, na qualidade de directora não-executiva no Standard Bank.

Ainda, segundo o grupo Standard Bank, durante as últimas duas décadas, o banco tem participado, activamente, no desenvolvimento socio-económico de Moçambique, através do financiamento aos projectos estruturantes para a economia nacional e da realização de várias acções sociais nas áreas de cidadania, saúde, educação, desporto e conservação do meio ambiente.

Esselina Macome é doutorada em Tecnologias de Informação e Comunicação e tem uma larga experiência na academia, sector financeiro e de organizações não governamentais. É também docente na Universidade Eduardo Mondlane e directora executiva da FSDMoç (Financial Sector Deepening Moçambique).

De lembrar que, Tomaz Salomão assumiu a direcção máxima do Standard Bank em 2004, quando o banco deixou de ser Standard Totta e adquiriu a sua nova designação, que prevalece até à data. Sob a sua liderança, o Standard Bank tornou-se um banco relevante e sistémico no mercado moçambicano, com uma solidez reconhecida pelos seus clientes, accionistas e colaboradores.

Esta passagem de testemunho enquadra-se nos princípios de ética, integridade, rigor e boa governação que tem caracterizado o Standard Bank na sua relação com os clientes e demais instituições.

Aurelio Sambo – Correspondente

Deixe uma resposta




Artigos relacionados

Cabo Verde: PR quer reflexão sobre resultados das reformas legislativas dos últimos anos

Cabo Verde: PR quer reflexão sobre resultados das reformas legislativas dos últimos anos

O Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, considera necessário fazer “uma reflexão séria e isenta sobre os…
Angola: UNITA considera "injusta" proposta de Lei da Amnistia 

Angola: UNITA considera "injusta" proposta de Lei da Amnistia 

A UNITA considera a proposta de Lei da Amnistia “discriminatória e injusta”, uma vez que a mesma tem “zonas cinzentas”.…
NATO diz que não haverá "paz duradoura" na Ucrânia se Rússia vencer

NATO diz que não haverá "paz duradoura" na Ucrânia se Rússia vencer

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, declarou nesta sexta-feira, 25 de novembro, que não vai haver “paz duradoura” na Ucrânia…
Revista de Imprensa Lusófona de 25 de novembro de 2022

Revista de Imprensa Lusófona de 25 de novembro de 2022

O portal do Governo de Moçambique escreve que o “PM fala na Cimeira extraordinária da UA sobre industrialização”. A “Folha…