Moçambique

Moçambique: Terrorismo em Cabo Delgado gerou mais de 435 mil deslocados

Habitantes de Cabo Delgado
Habitantes de Cabo Delgado

Já são mais de 435 mil odeslocados que fugiram dos ataques terroristas no norte da província moçambicana de Cabo Delgado. Os dados foram avançados nesta quarta-feira, 28 de outubro, no Parlamento. 

Para minimizar o problema foram criados 13 centros de acolhimento em Cabo Delgado, Niassa, Nampula e Manica. Recorde-se que as frequentes invasões de grupos armados ocorrem desde outubro de 2017. 

Os ataques em Cabo Delgado e também aqueles registados na zona centro de Moçambique, estes últimos atribuídos à Junta Militar da Renamo, foram então os temas que as bancadas do Parlamento colocaram para o Executivo dar explicações. Esta quarta-feira foi o primeiro dos dois dias de sessão de informações do Governo. 

O chefe da equipa foi o primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, que deu o ponto de partida sobre as questões colocadas. “Para o combate às ações terroristas temos vindo a privilegiar uma abordagem que combina o reforço da capacidade das Forças de Defesa e Segurança, assistência humanitária e proteção social aos afetados pelo terrorismo”esclareceu. 

A assistência em alusão, disse ainda, “está a beneficiar a totalidade dos deslocados, cujo número situa-se atualmente em mais de 435 mil pessoas, sendo que a maior parte está em Cabo Delgado”Foi igualmente nesse local que foram criados seis centros de acolhimento para os desabrigados pela guerra, havendquatro em Nampula, dois em Manica e um em Niassa. 

No entanto, as explicações do Executivo não foram convincentes para todas as bancadas. O debate continua nesta quinta-feira, dia 29.

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